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Bosch em Portugal

Estratégia 2030: Bosch reforça força inovadora

Ajustes estruturais melhoram a competitividade

Estratégia 2030: Bosch reforça força inovadora
  • Ano fiscal de 2025: volume de negócios de 91,0 mil milhões de euros / margem EBIT das operações de 2,0% / fluxo de caixa livre de cerca de 300 milhões de euros.
  • Perspetivas para 2026: crescimento das vendas de 2–5% / margem EBIT das operações de 4–6% / fluxo de caixa livre positivo.
  • Liderança em inovação: investimentos iniciais elevados em áreas de importância futura garantem uma vantagem tecnológica e reforçam as oportunidades de crescimento.
  • Stefan Hartung: “A Bosch pode concretizar o futuro – mesmo em condições desfavoráveis. 2026 será um ano de progresso.”
  • Markus Forschner: “A competitividade é a base para um crescimento rentável – assegura os nossos investimentos para o futuro.”

Estugarda e Renningen, Alemanha – Num contexto marcado por tensões geopolíticas e barreiras comerciais, o Grupo Bosch pretende aproveitar as oportunidades de crescimento nos seus mercados globais durante o exercício de 2026, apoiando-se plenamente na sua capacidade de inovação. Os investimentos necessários em áreas estratégicas vão manter-se em níveis elevados, semelhantes aos dos últimos anos. Só em 2025, a Bosch destinou cerca de 12 mil milhões de euros à investigação e desenvolvimento, bem como a investimentos industriais de capital.

A empresa de tecnologia e serviços prevê para 2026 um crescimento das vendas entre 2% e 5%, juntamente com uma margem EBIT operacional entre 4% e 6%. Na apresentação dos resultados anuais, Stefan Hartung, presidente do Conselho de Administração da Robert Bosch GmbH, afirmou:

«Como líder tecnológico global, estamos comprometidos em impulsionar tendências como a automatização, a digitalização, a eletrificação e a inteligência artificial, porque são a base de um crescimento rentável. Um requisito fundamental para tal é o efeito de redução de custos das medidas estruturais já iniciadas e das inovações em todas as nossas áreas de negócio.»

No que diz respeito à inovação, a Bosch está entre as empresas industriais mais sólidas do mundo e é uma das principais requerentes de patentes na Europa. Em 2025, a empresa registou cerca de 6.300 patentes, voltando a liderar o ranking na Alemanha.

Apesar dos desafios significativos, a Bosch alcançou em 2025 receitas de vendas de 91.000 milhões de euros, ligeiramente acima do ano anterior (2024: 90.300 milhões). Ajustado ao efeito cambial, o crescimento foi de 4,1%. A margem EBIT operacional situou-se em 2%, abaixo do ano anterior (2024: 3,5%). As necessárias medidas estruturais e de recursos humanos para reforçar a viabilidade futura tiveram um impacto significativo nos resultados, com provisões no valor de 2.700 milhões de euros.

Estratégia 2030: inovação e diferenciação para impulsionar o crescimento

Para alcançar um desenvolvimento empresarial bem-sucedido num contexto económico global adverso, a Bosch deve manter os seus custos a níveis competitivos. Após a conclusão das negociações com os representantes dos trabalhadores sobre os ajustes de emprego necessários nas fábricas da área de Mobility na Alemanha, a empresa reforça a sua posição competitiva perante a crescente pressão sobre os preços.

Segundo Stefan Hartung: «as negociações não foram fáceis, mas ambas as partes demonstraram um elevado sentido de responsabilidade. Agora estamos a aplicar as medidas acordadas com a rapidez e coerência necessárias, mas também da forma socialmente mais responsável possível.»

Na indústria automóvel, a China está atualmente a definir o nível de preços. Por isso, Hartung considera que reforçar a liderança em inovação é um fator essencial para expandir o negócio da Bosch, especialmente no mercado automóvel, e para executar a Estratégia 2030 da Bosch, que prevê posicionar a empresa entre os três principais fornecedores nos seus mercados-chave.

As barreiras comerciais e as diferentes expectativas dos utilizadores representam, ao mesmo tempo, um desafio e uma oportunidade para soluções adaptadas a nível regional. Para Stefan Hartung, «na concorrência internacional não contam apenas os custos, mas sobretudo a diferenciação», destacando a presença global da Bosch como uma vantagem competitiva. «Podemos adaptar a nossa oferta e as nossas cadeias de abastecimento às condições regionais e, ao mesmo tempo, oferecer qualidade a nível global.»

Perspetivas de negócio para 2026: gerar recursos financeiros para áreas-chave do futuro

A Bosch considera que a fraqueza económica de 2025 se manterá no exercício atual. Os elevados níveis de incerteza, resultantes sobretudo de fatores geopolíticos, são parcialmente compensados por um setor privado relativamente sólido e por um aumento da despesa pública. No entanto, a pressão sobre os preços e as margens continua a ser elevada.

Ainda assim, após o ajustamento dos efeitos cambiais, a Bosch registou um aumento homólogo das vendas no primeiro trimestre do ano. A empresa prevê um crescimento moderado da economia mundial entre 2,5% e 3%. Markus Forschner, membro do Conselho de Administração e diretor financeiro da Robert Bosch GmbH, explicou: «a base para um crescimento rentável reside na nossa competitividade e, por isso, estamos a trabalhar intensamente para a reforçar. Isto aumenta a nossa resiliência perante desafios futuros e, ao mesmo tempo, reforça a nossa capacidade de investimento.»

Como medida estratégica e de precaução financeira, e perante as oportunidades estratégicas, a Bosch amplia o seu âmbito de atuação: pela primeira vez, a empresa irá publicar demonstrações financeiras consolidadas intercalares e um relatório de gestão semestral. Isto permitirá emitir instrumentos financeiros, como obrigações, de forma mais flexível ao longo do ano. Markus Forschner acrescentou: «Deste modo, melhoramos o nosso acesso aos mercados de capitais, embora já disponhamos de uma sólida capacidade de autofinanciamento.»

A tecnologia de sensores como área de inovação: automação e robótica impulsionam as vendas

A Bosch avança com inúmeras inovações em microeletrónica e tecnologia de sensores e confia que o seu enfoque consistente em “Tecnologia para vida” crie importantes impulsos de crescimento. Segundo os especialistas, o mercado mundial de sensores poderá ultrapassar os 440.000 milhões de dólares em 2031 (cerca de 376.000 milhões de euros ao câmbio atual). A Bosch beneficia do crescimento das aplicações potenciais, especialmente na robótica. Por exemplo, a plataforma de sensores BMI5 cria ambientes artificiais de forma extremamente realista e ajuda os robôs a orientarem-se mesmo em condições complexas. Com esta solução de sensores, a mais potente da Bosch até à data, a empresa considera-se bem posicionada num segmento em rápida expansão.

No âmbito da condução automatizada, os sensores inerciais, capazes de medir a aceleração e a orientação dos objetos, são considerados um componente-chave do futuro e oferecem um importante potencial adicional de vendas. Permitem que os veículos mantenham a orientação mesmo quando não há sinal de câmara ou GPS. Stefan Hartung explicou: «Estes sensores funcionam para um automóvel automatizado de forma semelhante ao sentido de equilíbrio no ouvido interno humano.» Segundo os analistas, o mercado de sensores inteligentes para aplicações automóveis poderá quase duplicar, ultrapassando os 80.000 milhões de dólares (cerca de 69.000 milhões de euros ao câmbio atual) a meio da próxima década.

Inovações na mobilidade: algoritmos e sistemas de propulsão impulsionam o crescimento

A Bosch estima que o mercado de software para automóveis atinja um valor de cerca de 200.000 milhões de euros em 2030. Por isso, Stefan Hartung vê grandes oportunidades de crescimento na mobilidade definida por software.

«A Bosch está na vanguarda nesta área e está a integrar a inteligência artificial (IA) diretamente na experiência de condução», afirmou. A nova Bosch AI Extension Platform é um computador de alto desempenho compatível com IA que, juntamente com soluções de deteção interior, transforma a condução numa experiência altamente personalizada. O veículo reconhece quem está a conduzir, deteta a presença de passageiros e ajusta desde os espelhos exteriores até ao comportamento do veículo ou à ativação otimizada dos airbags em caso de acidente.

As inovações em sistemas avançados de assistência ao condutor também estão a gerar novos negócios em todas as regiões: juntamente com tecnologias de sensores e computadores centrais do veículo, a Bosch conseguiu, em 2025, assegurar encomendas no valor de 10.000 milhões de euros. «Naturalmente, os veículos do futuro não precisarão apenas de algoritmos, mas também de sistemas de propulsão», explicou Stefan Hartung referindo-se ao crescimento do negócio da eletromobilidade. «Só este ano iremos fornecer mais de sete milhões de soluções e componentes para a condução elétrica.»

Além disso, há apenas algumas semanas, a Bosch anunciou uma ‘joint venture’ com a Tata AutoComp Systems na Índia. A partir de meados do ano, a parceria irá focar-se no desenvolvimento, fabrico e comercialização de eixos elétricos e motores para o mercado indiano.

Inovações em bens de consumo e serviços: a IA impulsiona o crescimento do negócio

A inteligência artificial também está a gerar importantes oportunidades de crescimento tanto no negócio de produtos como no de serviços. Um exemplo é o lançamento de um novo modelo de forno com função de controlo por voz baseada em IA, que não requer colunas externas nem aplicações adicionais. Isto abre novas oportunidades comerciais para a divisão da BSH Eletrodomésticos. Em geral, espera-se que o mercado mundial de eletrodomésticos nos segmentos premium e de luxo continue a crescer, especialmente na América do Norte. Os especialistas de mercado estimam que as vendas globais de eletrodomésticos poderão atingir cerca de 5.000 milhões de unidades em 2030.

A aplicação da inteligência artificial está também a impulsionar a inovação de produtos na divisão de Ferramentas Elétricas. Desde o início do ano, já se encontram disponíveis no mercado as primeiras 30 ferramentas da gama Expert e estão a estabelecer novos padrões no setor de ferramentas profissionais. Entre elas destaca-se um novo detetor de paredes que localiza objetos em diferentes tipos de paredes e que, pela primeira vez, combina a tecnologia radar da Bosch com a deteção de objetos baseada em IA.

O negócio de serviços da Bosch também está a beneficiar da utilização da inteligência artificial. A divisão Bosch Global Service Solutions prevê alcançar um crescimento médio de vendas de dois dígitos até 2030, graças a aplicações baseadas em IA. O seu portefólio de serviços inclui soluções para serviços de mobilidade digital, como eCall e assistência em estrada, bem como ofertas dirigidas a gestores de frotas e fornecedores logísticos.

Exercício de 2025: solidez financeira, liquidez estável e elevado esforço em I&D

Em 2025, a Bosch gerou um fluxo de caixa livre positivo de cerca de 300 milhões de euros (2024: aproximadamente 900 milhões de euros). A taxa de investimento em investigação e desenvolvimento situou-se em 8,7% das vendas (2024: 8,6%), com um gasto total em I&D de 7.900 milhões de euros. Segundo

Markus Forschner: «Mesmo em tempos difíceis, a Bosch está disposta a realizar importantes investimentos iniciais. Os investimentos em capital mantiveram-se em níveis elevados.» A Bosch realizou investimentos significativos, entre outras áreas, na eletromobilidade, semicondutores e sistemas de controlo de travagem de última geração.

A taxa de capital próprio manteve-se igualmente num nível elevado, de 41,6% (2024: 44,3%). O Grupo Bosch continua a demonstrar uma forte solidez financeira, embora a liquidez, segundo o estado consolidado de fluxos de caixa, tenha diminuído para 7.400 milhões de euros (2024: 8.200 milhões de euros).

Exercício de 2025: evolução por áreas de negócio

A evolução das vendas nas diferentes áreas de negócio foi condicionada tanto pela fraqueza económica nos principais mercados como pelos efeitos negativos das taxas de câmbio.

A área de negócio da Mobilidade registou um ligeiro aumento das vendas de 0,1%, atingindo 55.800 milhões de euros. Ajustado aos efeitos cambiais, o crescimento foi de 2,9%. A margem EBIT operacional situou-se em 1,88% (2024: 3,8%).

Na área de Tecnologia Industrial, as vendas aumentaram 0,1%, para 6.500 milhões de euros. Ajustadas ao efeito cambial, cresceram 2,4%, principalmente devido à evolução negativa do mercado norte-americano. A margem EBIT operacional melhorou para 3,5% (2024: 1,2%).

Na área de Bens de Consumo, as vendas diminuíram 1,9% em termos homólogos, para 19.900 milhões de euros. No entanto, ajustadas ao efeito cambial, aumentaram 4,1%. Este negócio foi particularmente afetado pela falta de dinamismo do setor da construção na China e nos Estados Unidos. A margem EBIT operacional foi de 3,0% (2024: 3,5%).

A área de Tecnologia de Energia e de Edifícios alcançou vendas de 8.500 milhões de euros, o que representa um aumento de 13,0%, ou de 15,6% ajustado ao efeito cambial. A margem EBIT operacional situou-se em 0,5% (2024: 4,9%), influenciada de forma significativa por custos extraordinários decorrentes de aquisições e processos de desinvestimento.

Exercício de 2025: evolução por regiões

Enquanto as receitas de vendas na Europa registaram uma ligeira queda, a Bosch registou aumentos moderados nas restantes regiões do mundo.

Na Europa, as vendas caíram 0,6% em termos homólogos, para 44.200 milhões de euros, embora tenham crescido 1,5% quando ajustadas ao efeito cambial.

Nas Américas, as vendas aumentaram 3,8%, para 18.500 milhões de euros, ou 9,3% ajustadas ao efeito cambial. Na região da Ásia-Pacífico, as vendas cresceram 0,7%, para 28.300 milhões de euros. Ajustado ao efeito cambial, o crescimento foi de uns notáveis 5,0%.

Exercício de 2025: evolução do efetivo de pessoal

No final de 2025, o número de colaboradores a nível mundial do Grupo Bosch ascendia a 412.774 pessoas (2024: 417.859), o que representa uma redução de cerca de 1%, equivalente a mais de 5.085 pessoas. Este ajustamento teve o seu maior impacto na área de negócio de Mobilidade e, do ponto de vista geográfico, principalmente na Alemanha.

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