Da paixão por sistemas embebidos à coordenação de projetos de inovação para veículos de duas rodas
Entrei para Bosch, depois de vários anos dedicados à minha formação académica, que passou por um mestrado em Engenharia Eletrotécnica, Sistemas e Computadores, uma pós-graduação em Telecomunicações e Sistemas de informação e um MBA, na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, e de um percurso de 9 anos numa empresa de consultoria. Atualmente, coordeno 4 linhas de investigação do projeto Easy Ride na Bosch e faz parte das funções manter um alinhamento entre a Bosch e a Universidade do Minho.
Coordenar projetos de inovação na Bosch é ter a oportunidade de integrar equipas multidisciplinares
As equipas no projeto que estou a coordenar incluem as mais diferentes áreas de desenvolvimento como sistemas embebidos, interfaces gráficas (HMI), conectividade, programação, telecomunicações, até mesmo as ciências sociais que permitem a investigação dos fatores humanos. Ao juntarmos estes dois mundos de conhecimento, empresarial e académico, num só, conseguimos gerar um valor enorme para a sociedade, através de conceitos e produtos que contribuem para estradas mais seguras e pessoas e máquinas mais conectadas entre si.
Uma das grandes aprendizagens que tivemos e temos no nosso dia-a-dia, é conhecer em profundidade a experiência das pessoas que andam em veículos de duas rodas. Temos de compreender que os motociclistas apreciam a experiência de andar de mota de forma completamente diferente de um condutor de um veículo de quatro rodas. A intensidade do vento, o contacto direto com o ambiente e a proximidade com tudo o que se passa em redor dão um toque de aventura a cada viagem. No entanto, os perigos são maiores: estatisticamente falando, o risco de morrer num acidente de trânsito é até 20 vezes maior para os motociclistas do que para os condutores de automóveis. Aqui reside um dos nossos grandes desafios. Percebermos como podemos contribuir para aumentar a segurança nos veículos de duas rodas através de soluções inovadoras que tornam o motociclismo mais conectado e seguro, mantendo toda a experiência e o prazer de guiar.
Há duas grandes questões que procuramos responder no projeto de inovação “Easy Ride”, em parceria com a Universidade do Minho: como é que a tecnologia já existente nos 2-Wheelers (veículos de duas rodas) pode ajudar a aumentar a segurança e o conforto dos utilizadores, e como é que podemos identificar outras tecnologias que podem ajudar nessas funções. No total, somos mais de 50 pessoas a desenvolver e criar as respostas tecnológicas para estas perguntas orientadoras.
Conseguimos implementar ferramentas do user research dentro da própria Bosch
Uma das riquezas da Bosch em Braga é o facto de contar com a diversidade sociodemográfica de mais de 3500 colaboradores. Isso permite-nos organizarmos, por exemplo, grupos de foco com colaboradores da Bosch que são também motociclistas e fazer investigações de user research dentro das nossas instalações.
“Com esta parceria, conseguimos identificar caminhos para onde a Bosch pode dar respostas. Ajuda-nos a mostrar onde estão as oportunidades de crescimento em termos tecnológicos e que áreas e funcionalidades podem trazer valor acrescentado para dar resposta às necessidades do utilizador no contexto da mobilidade do futuro”
Trabalhar na Bosch é trabalhar numa empresa sensata e ao mesmo tempo inovadora
A Bosch tem uma cultura forte, uma personalidade única e facilmente reconhecível, com uma grande credibilidade e qualidade. É uma empresa sensata e ao mesmo tempo inovadora. Atraiu-me também o facto de ser uma das maiores exportadoras portuguesas e a importância que tem para a economia nacional. Mas acima de tudo, o que mais me cativa na Bosch é que cumpre com um dos fatores que mais valorizo: fazer parte de uma empresa que não só apregoa, mas que aplica a visão do equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Com duas crianças e em teletrabalho o desafio agora é ainda maior.
É uma organização que comunica bem e onde a informação flui. As questões organizacionais, de departamento e de liderança fluem, o que nos faz sentir mais motivados e com a sensação de fazer parte de um projeto único da empresa. Além disso, tem consolidado a metodologia de trabalho agile – o que nos permite otimizar a orientação para os resultados. É uma empresa que tenta ouvir os colaboradores e as equipas são encorajadas a participar em algumas decisões e no rumo dos projetos.
Fazer parte da Bosch é fazer parte do futuro e da inovação tecnológica que melhora a vida das pessoas.