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Uma equipa de embalagens tecnológica

Uma equipa de embalagens tecnológica

Tempo de leitura: 8 minutos

Para a embalagem e mais além

As embalagens são consideradas pelos consumidores “o lixo que ninguém quer” e, nesse sentido, o investimento do produtor neste componente poderia ser considerado dispensável. Contudo, as embalagens têm um impacto gigante em termos energéticos e ambientais. Embalagens de plástico demoram anos a decompor-se, produtos mais caros necessitam de várias camadas de plásticos para o seu melhor acondicionamento, ou até de caixas dentro de caixas. No final das contas, são as embalagens que garantem que a qualidade do produto se mantém do produtor ate ao consumidor final.

Embalagens Tecnologia

Multidisciplinariedade e conhecimento técnico

Em Ovar está uma equipa de 30 pessoas que concentra os seus esforços a desenvolver soluções de embalagens para a divisão Building Technologies da Bosch. Já desenvolveram embalagens para câmaras, sistemas de deteção de intrusão e incêndio, dispositivos de comunicação e de controlo de acesso. Ao todo, criam soluções para 5 fábricas espalhadas pelo mundo. Além disso, colaboram com 8 centros de desenvolvimento no sentido de encontrarem as soluções mais eficientes mesmo antes de o mercado saber que o produto existe. É por isso uma equipa que foi conquistando o seu lugar por mérito próprio e que provou que a ligação com os centros tecnológicos e com os engenheiros que projetam os produtos era indispensável para que, no seu todo, a solução fosse realmente eficiente desde a qualidade, funcionamento até à forma como a embalagem é dispensada.

É nesse sentido que a equipa assenta na experiência de pessoas com vários backgrounds. A convivência entre engenheiros, designers gráficos e designers de produto nunca fez tanto sentido e é aí que reside “a alma deste negócio”. A troca de experiência e o conhecimento técnico em modulação, desenho técnico, mas também na engenharia de materiais acaba por transformar cada embalagem em verdadeiras super embalagens, que cumprem requisitos associados a sustentabilidade e ecologia e ao mesmo tempo garantem um acondicionamento de produtos que vão desde de sensores com centímetros até colunas de som com dois metros de altura e mais de mil quilos. Entre estes produtos estão ainda câmaras de videovigilância que ultrapassam as dezenas de milhares de euros e que têm que cruzar continente e oceanos.

“Tínhamos um produto na China e reduzindo apenas 3cm às caixas conseguimos uma poupança de 12 contentores para transportar esse mesmo produto. Isto não significa apenas uma poupança em termos económicos, mas reduzindo o número de camiões a transportar estes contentores tivemos também uma poupança para o ambiente.”

Luís Ferreira

O desafio inicial era unificar uma imagem que estava dispersa, num universo imenso de produtos, com diferentes características, de diferentes segmentos, para diferentes públicos. A impressão que dava era que cada produto comunicava por si e que, apesar de todos serem Bosch, era praticamente uma marca em cada produto. Cores diferentes, lettering diferente, discurso diferente, embalagens diferentes… unificar era a palavra de ordem e em pouco tempo a Bosch era Bosch em todos os produtos sob a alçada desta equipa. Trabalho criativo, difícil, mas recompensador.

Mais urgente ainda seria perceber de que forma seria possível tornar “o lixo que ninguém quer,” o elemento dispensável, em algo que não significasse um impacto gigante para o meio ambiente. Nesse sentido, a equipa começou a trabalhar materiais diferentes do habitual EPS – Poliestireno Expandido – Esferovite, utilizado em praticamente todas as embalagens no mercado. Evitar materiais derivados do petróleo é a palavra de ordem e o objetivo é fazer a transição para materiais 100% biológicos, combustáveis e/ou biodegradáveis quer em ambiente doméstico quer em ambiente industrial. O mais curioso e espetacular do trabalho desenvolvido é o facto de explorarem extremos. Não chega explorar os materiais já utilizados, ou aqueles que as outras indústrias e/ou empresas utilizam. O foco desta equipa, assim como o de toda a estrutura Bosch é criar soluções que entusiasmem e inspirem as pessoas e por isso entre a lista de materiais utilizados estão os cogumelos, algas, bambu, cana de açúcar ou milho. Todos estes materiais são provenientes de desperdícios da atividade humana, ou de alimentos, pelo que o seu impacto é mínimo, também na produção da matéria prima.

Um propósito alcançado em conjunto com estudantes e investigadores

O trabalho não se resume à nossa equipa, ou aos nossos parceiros/clientes. Sabemos que não podemos evoluir se restringirmos o nosso campo de ação. Este é provavelmente um dos trabalhos mais criativos e uma das áreas mais exigentes. No fundo, é necessário ser criativo na forma como se cria lixo. No final de contas as embalagens não passam disso mesmo e não é fácil pensar em algo que mais ninguém pensa, já que quando cumpre a sua função, a ligação com quem a utiliza termina.

A par da criatividade há um trabalho intensivo de investigação que envolve, inclusivamente doutorandos e investigadores das universidades. Essa colaboração ajuda a acelerar o processo de investigação e permite o melhor dos dois mundos: investigar, desenvolver e testar em tempo útil e em contexto real.

Para além das universidades, há um contacto constante com fornecedores locais e internacionais que nos ajudam e colaboram com a equipa no sentido de encontrar materiais e processos de fabricação que tornem as embalagens eficientes desde do momento em que são ainda matéria prima até que são colocadas no lixo. Essa colaboração também permite que as empresas evoluem e que elas próprias se desafiem a serem competitivas e criativas. Sabemos que este trabalho não é estanque nem solitário e que o que nós inventarmos pode beneficiar outras empresas.

A equipa de Packaging conseguiu, em 2018, uma redução de 130 toneladas de CO2, ao reduzir o número de contentores necessários para o transporte de produtos das 5 unidades com que trabalha. Se fizermos a matemática e convertendo as emissões em quilómetros, seria o suficiente para um camião dar a volta ao mundo.

O crescimento desta equipa não tem sido só em dimensão. Apesar de já se considerarem uma equipa bem constituída, é nas competências que reside a maior evolução. Quando inicialmente o desafio era trabalhar no desenvolvimento das embalagens, nenhum dos elementos iniciais tinha em mente estender o âmbito do seu trabalho à elaboração de documentação técnica e muito menos trabalhar em 45 idiomas diferentes. Mas o crescimento não parou por aqui, e esta equipa é agora responsável por fazer a gestão de formação e certificação de instaladores, tendo como responsabilidade o acompanhamento 360º do ponto de vista do consumidor e instalador. E para aqueles que acham que as embalagens ou os manuais de instruções não têm margem para evoluir, desenganem-se – a equipa da Bosch em Ovar está a trabalhar afincadamente no desenvolvimento de soluções digitais que englobam a transição entre os manuais convencionais para soluções em vídeo, ou animadas, em que o instalador ou o próprio utilizador pode procurar uma solução de forma rápida, simples e interativa.

Uma equipa de embalagens muito tecnológica