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História empresarial

Automóveis e além de 1926–1945

Uma leitura de 10 minutos

A Bosch negociou as complicações da crise económica e das ordens dos Nacional-socialistas com uma força inovadora e resiliência até que a Segunda Guerra Mundial apresentou enormes e novos desafios.

Desenho de um frigorífico, logótipo da Bosch em primeiro plano

A bomba de injeção de diesel — o segundo produto fundamental

Estando muitos anos em desenvolvimento, em 1927, uma inovação deu frutos que durariam até ao dia de hoje, a bomba de injeção de diesel. Esta foi a reação da Bosch ao desenvolvimento adicional dos motores de diesel, que em contraste aos motores de gasolina necessitava de uma ignição por magneto. Inicialmente usada apenas em camiões, a primeira bomba de injeção de diesel para automóveis entrou no mercado em 1936.

Uma bomba de injeção de diesel para camiões (1933)
Uma bomba de injeção de diesel para camiões (1933)
A fábrica em Feuerbach permanece até hoje a casa da produção de tecnologia diesel. A imagem mostra um colaborador a furar o invólucro da bomba, 1935.
A fábrica em Feuerbach permanece até hoje a casa da produção de tecnologia diesel. A imagem mostra um colaborador a furar o invólucro da bomba, 1935.

Recursos de contingência— novas linhas de negócio

Uma grande crise na indústria automóvel alemã levou a fornecedora automóvel Bosch a repensar no seu portfolio de produtos a partir 1926. Isto inspirou uma combinação de estratégias que provaram ter sucesso no passado: melhoria de produtos e o seu desenvolvimento até uma fase de produção em série, como são exemplo as ferramentas elétricas e a termotecnologia, a par com novos empreendimentos, tal como a tecnologia de rádio e televisão.

O frigorífico Bosch, lançado em 1933, estava destinado a ser acessível o suficiente para que mais casas o pudessem comprar.
O frigorífico Bosch, lançado em 1933, estava destinado a ser acessível o suficiente para que mais casas o pudessem comprar.
Ouvir música na estrada já não era um sonho elusivo quando os engenheiros da Bosch e da Blaupunkt iniciaram, em 1932, a fase de produção em série do primeiro auto-rádio da Europa.
Ouvir música na estrada já não era um sonho elusivo quando os engenheiros da Bosch e da Blaupunkt iniciaram, em 1932, a fase de produção em série do primeiro auto-rádio da Europa.
A Bosch fundou a atual divisão em 1932 com a aquisição da secção de termotecnologia de Hugo Junkers.
A Bosch fundou a atual divisão em 1932 com a aquisição da secção de termotecnologia de Hugo Junkers.

Ferramentas elétricas

Um berbequim de percussão da Bosch a ser utilizado (1936)

Máquinas de aparar o cabelo e berbequins de percussão

Em 1927, Hermann Steinhart, engenheiro da Bosch, encontrou um aparelho na sua oficina de testes que o fascinou imediatamente. O "Forfex" tinha um motor integrado no seu punho. Isto abriu inúmeras oportunidades. Inicialmente, o departamento de Steinhart levou o Forfex para a fase de produção em série, antes de desenvolver o conceito, durante os anos seguintes, para criar os primeiros berbequins de percussão. A equipa usou a espaço de produção da Bosch como local de teste.

Fotografia: Um berbequim de percussão da Bosch a ser utilizado (1936)

Excelência aliada — produção com um parceiro forte

Quase dez anos depois do fim da guerra, as vendas no estrangeiro só tinham subido até 34% do total. Custos de transporte elevados e barreiras alfandegárias levaram a Bosch a tentar novas alternativas. Na França, no Reino Unido e Itália, começara a procura por parceiros para produção local, e na Austrália e Japão, empresas parceiras produziam produtos sob licença Bosch. Em 1932, as vendas no estrangeiro tinham subido até 55%.

Em 1931, a Bosch fundou uma parceria de empreendimentos com a fornecedora de automóveis local C.A. Vandervell como uma base de produção em Londres para servir o mercado do Reino Unido.
Em 1931, a Bosch fundou uma parceria de empreendimentos com a fornecedora de automóveis local C.A. Vandervell como uma base de produção em Londres para servir o mercado do Reino Unido.
August Hoette, o diretor da Robert Bosch Supply and Service Pty Ltd em Melbourne, também começou a produzir velas de ignição na Austrália sob licença Bosch.
August Hoette, o diretor da Robert Bosch Supply and Service Pty Ltd em Melbourne, também começou a produzir velas de ignição na Austrália sob licença Bosch.

FESE

Recetor de televisão FESE (1938)

Tecnologia pioneira

Em 1929, em conjunto escocês, John Logie Baird, pioneiro na construção de um sistema de televisão viável, e as empresas Zeiss Ikon e Loewe, a Bosch fundou a Fernseh AG (FESE). Anos de investigação finalmente compensaram. Em 1936, a FESE forneceu os primeiros aparelhos eletrónicos de gravação para os Jogos Olímpicos, e no mesmo ano apresentaram os primeiros "recetores de televisão". Durante a guerra, a FESE foi chefiada para fins militares, para ajudar a desenvolver uma bomba com uma câmara embutida e que poderia ser controlada remotamente via uma imagem de televisão. O fim da guerra parou o projeto durante a fase de testes.

Fotografia: Recetor de televisão FESE (1938)

Desenho de um operário numa máquina.

Injeção de gasolina para motores de aeronaves e tecnologia de televisão

Quando os Nacional-socialistas assumiram o poder, também se apresentaram grandes desafios para a Bosch. O regime ordenou a investigação e desenvolvimento de tecnologia de injeção de gasolina, e iniciou a construção de novas fábricas. A tecnologia de televisão, em especialmente, tornou-se o foco do interesse militar. Em 1939, as vendas da empresa no estrangeiro atingiram os nove porcento.

Mesmo com os Nacional-socialistas a seguir uma política de autossuficiência económica, a Bosch continuou a vender os seus produtos a nível mundial, tal como em Tianjin, China, aqui exibida (1938).
Mesmo com os Nacional-socialistas a seguir uma política de autossuficiência económica, a Bosch continuou a vender os seus produtos a nível mundial, tal como em Tianjin, China, aqui exibida (1938).
Uma bomba de injeção de gasolina do motor de uma aeronave (1941)
Uma bomba de injeção de gasolina do motor de uma aeronave (1941)

Armamentos e trabalho forçado

Com o início da Segunda Guerra Mundial, a Bosch mudou a sua operação novamente para produção militar. O exército estava de tal forma motorizado, que por essa altura foi permitido à empresa que continuasse as suas atividades automobilísticas. Como acontecia em toda a indústria alemã, os colaboradores chamados para a ação militar, foram substituídos por trabalhadores forçados, vindos dos territórios ocupados, alguns dos quais eram forçados a viver e a trabalhar em condições inumanas.

Em 1909, o processamento de matérias-primas para a produção iniciou-se na fábrica de metal de Feuerbach. Esta imagem retrata colaboradores a fundir metal leve em 1942.
Em 1909, o processamento de matérias-primas para a produção iniciou-se na fábrica de metal de Feuerbach. Esta imagem retrata colaboradores a fundir metal leve em 1942.
Operárias a produzir bobinas de ignição na fábrica de Estugarda (1944)
Operárias a produzir bobinas de ignição na fábrica de Estugarda (1944)

Resistência e proteção aos Judeus

Por outro lado, a gerência da empresa apoiava ativamente a resistência ao regime Nacional-Socialista. No seu âmago estava Carl Friedrich Goerdeler, que tinha sido designado como conselheiro da empresa. Os judeus perseguidos também eram contratados para se salvarem da deportação para campos de concentração, ou eram apoiados financeiramente para que fosse possível a emigração.

Em 1970, em nome do memorial israelita Yad Vashem, o embaixador israelita Idan Avner (centro) honrou o diretor da Bosch Hans Walz (esquerda) com o título de "Justos entre as nações" pelos seus esforços em ajudar os judeus perseguidos durante a época Nazi.
Em 1970, em nome do memorial israelita Yad Vashem, o embaixador israelita Idan Avner (centro) honrou o diretor da Bosch Hans Walz (esquerda) com o título de "Justos entre as nações" pelos seus esforços em ajudar os judeus perseguidos durante a época Nazi.

O fim

Durante a guerra, os Aliados bombardearam repetidamente as unidades de produção da Bosch. Robert Bosch faleceu em 1942, não vivendo o suficiente para ver como algumas partes das suas fábricas foram dizimadas. Tinha deixado instruções claras aos seus sucessores sobre como gerir a fábrica que tinha recebido o seu nome.

Em 1944, grandes partes da fábrica de metal de Feuerbach foram destruídas durante um ataque aéreo. Passo a passo a produção foi mudada para as áreas rurais.
Em 1944, grandes partes da fábrica de metal de Feuerbach foram destruídas durante um ataque aéreo. Passo a passo a produção foi mudada para as áreas rurais.
O desastroso bombardeamento de setembro de 1944 derrubou a simbólica torre da fábrica Bosch.
O desastroso bombardeamento de setembro de 1944 derrubou a simbólica torre da fábrica Bosch.