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Carros neutros em carbono: combustíveis sintéticos transformam CO2 em matéria-prima

 
 
 

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25/08/2017 | Portugal | Notícias Corporativas

Estudo Bosch evidencia potencial considerável na redução de emissão de CO2

  • Alcançar as metas climáticas exige mais do que eletromobilidade
  • CEO da Bosch, Volkmar Denner : “Motor de combustão pode tornar-se numa motorização neutra em carbono”
  • Combustíveis sintéticos podem ser adicionados aos combustíveis convencionais e, assim, assumir um papel direto na redução de emissão de CO2 da atual frota automóvel
  • Os combustíveis sintéticos têm o potencial de reduzir as emissões de CO2 em 2.8 giga toneladas na Europa até 2050, se utilizados como planeado nos automóveis.

Até recentemente, um motor de combustão neutro em emissões de carbono era algo apenas ao alcance dos sonhadores. Agora pode ser uma realidade. O segredo está nos combustíveis sintéticos, ou neutros em carbono, cujo processo de produção retém o CO2. Desta forma, este gás com efeito de estufa transforma-se em matéria-prima, a partir da qual gasolina, gasóleo e gás natural podem ser produzidos com a ajuda de eletricidade de fontes renováveis. “Combustíveis sintéticos podem fazer carros a gasolina e gasóleo neutros em carbono, o que se traduz numa contribuição significativa para travar o aquecimento global”, afirma Volkmar Denner, CEO da Robert Bosch GmbH. Os especialistas da Bosch estão confiantes de que o uso de combustíveis sintéticos na frota automóvel europeia vai evitar o envio de 2.8 giga toneladas de CO2 para a atmosfera. Este número é três vezes superior às emissões produzidas pela Alemanha em 2016.

Combustão de baixa fuligem reduz custo do tratamento de gases escape

Um olhar para além das fronteiras da Europa mostra o quão urgente é reduzir ainda mais as emissões de CO2: para atingir os objetivos definidos na conferência de Paris, as emissões de CO2 dos automóveis, a nível mundial, devem ser reduzidas em 50 por cento nas próximas quatro décadas e, pelo menos 85 por cento, nas economias mais avançadas . “Alcançar os objetivos climatéricos exige outras soluções inteligentes para além da eletromobilidade,” afirma Denner. Na verdade, mesmo que todos os carros fossem elétricos, aviões, barcos e até camiões irão continuar a precisar de combustível. Os motores de combustão neutros em carbono que funcionam com combustíveis sintéticos são um caminho muito promissor a explorar – também para veículos de passageiros. Para além disso, os combustíveis sintéticos podem ser desenvolvidos para uma combustão praticamente sem fuligem. Desta forma, é possível reduzir o custo do tratamento de gases de escape.

O facto de a atual rede de abastecimento poder continuar a ser usada, torna-se uma das vantagens deste tipo de combustível. O mesmo se aplica no conhecimento sobre motores de combustão. Além disso, e apesar de os carros elétricos passarem a ser bastante mais baratos nos próximos anos, o desenvolvimento destes combustíveis pode valer a pena. A Bosch calculou que, até 160.000 km, o custo de um híbrido com combustível sintético pode ser mais reduzido do que com um carro elétrico, dependendo do tipo de energia renovável usada.

Uma nova vida para estações de serviço e veículos antigos

Tecnicamente falando, já é possível produzir combustíveis sintéticos. Se a eletricidade usada for de fontes renováveis (e, desta forma, sem CO2), os combustíveis são neutros em carbono e muito versáteis. O hidrogénio (H2) que é inicialmente produzido, pode ser usado para alimentar as células de combustível, enquanto os combustíveis criados após processamentos podem ser usados em motores de combustão ou turbinas de avião. Projetos piloto para comercializar gasóleo sintético, gasolina e gás estão atualmente em desenvolvimento na Noruega e Alemanha. Por outro lado, dado que os combustíveis sintéticos são compatíveis com a infraestrutura existente e geração de motores, alcançar uma elevada penetração de mercado seria mais rápido do que eletrificar a atual frota automóvel. Nada mudará, assim, para os condutores de veículos antigos, uma vez que os carros clássicos vão continuar a andar com gasolina sintética – em termos de estrutura química e propriedades fundamentais, continua a ser gasolina.

Mais sobre os combustíveis sintéticos

O que tem de acontecer antes de os combustíveis sintéticos serem uma realidade?

Apesar de tudo, são ainda necessários esforços consideráveis antes de os combustíveis sintéticos serem uma realidade. As instalações de processamento são dispendiosas, e existem poucas fábricas de teste. O Ministério Alemão para Assuntos Económicos e Energia está a apoiar estes combustíveis como parte da iniciativa “Alternative energies in transportation”. O uso alargado destes combustíveis vai também aumentar, quanto maior for a disponibilização e redução de preço de eletricidade a partir de fontes renováveis.

De que são feitos os combustíveis sintéticos?

Combustíveis sintéticos são feitos unicamente com recurso a energias renováveis. Numa primeira fase o hidrogénio é produzido a partir da água. É adicionado carbono para produzir combustível líquido. Este carbono pode ser reciclado a partir de processos industriais ou até obtido do ar, usando filtros. Combinando CO2 e H2 resulta em combustíveis sintéticos, que podem ser gasolina, gasóleo, gás ou até querosene.

Quais os custos deste combustível?

De momento a produção de combustíveis sintéticos é um processo complexo e dispendioso. No entanto um aumento da produção e preços favoráveis da eletricidade pode significar uma redução no preço dos combustíveis sintéticos. Estudos atuais sugerem que o combustível em si (excluindo impostos) pode custar entre 1 e 1,4 euros por litro no longo prazo.

Qual a diferença entre combustíveis sintéticos e biocombustíveis?

Combustíveis sintéticos não significam ter de escolher entre atestar o depósito ou comprar uma refeição, como os biocombustíveis obrigam. Se as energias renováveis forem utilizadas, os combustíveis sintéticos podem ser produzidos sem a limitação de volume que pode acontecer no caso dos biocombustíveis devido a fatores externos, tais como a quantidade de terra disponível.

A Bosch é representada em Portugal pela Bosch Termotecnologia, em Aveiro, a Bosch Car Multimedia Portugal, em Braga, e a Bosch Security Systems – Sistemas de Segurança, em Ovar. Nestas localizações, a empresa desenvolve e fabrica soluções de água quente, multimédia automóvel e sistemas de segurança e comunicação, 95% dos quais exportadas para os mercados internacionais. A sede do Grupo no país está em Lisboa, onde são realizadas atividades de vendas, marketing, contabilidade e comunicação, bem serviços partilhados de recursos humanos e comunicação para o Grupo Bosch. Além disso, a empresa possui ainda um uma subsidiária da BSH Eletrodomésticos, em Lisboa. Com mais de 4.000 colaboradores, a Bosch é um dos maiores empregadores industriais de Portugal e gerou, em 2016, 1,1 mil milhões de euros em vendas internas.

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Grupo Bosch

O Grupo Bosch é líder mundial no fornecimento de tecnologia e serviços. A empresa emprega mais de 390.000 colaboradores em todo o mundo (a 31.12.2016), que contribuíram para gerar uma faturação de 73,1 mil milhões de euros em 2016. As operações do Grupo estão divididas em quatro áreas de negócio: Soluções de Mobilidade, Tecnologia Industrial, Bens de Consumo, e Tecnologia de Energia e Edifícios. Líder em IoT, a Bosch oferece soluções inovadoras para casas e cidades Inteligentes, mobilidade e indústria conectada. A empresa utiliza o seu conhecimento em tecnologia de sensores, software e serviços, bem como a sua própria cloud IoT para oferecer aos seus clientes soluções conectadas e em diversos domínios a partir de uma única fonte. O objetivo estratégico da Bosch é fornecer inovações para uma vida conectada. Os produtos e serviços do Grupo Bosch são concebidos para cativar e melhorar a qualidade de vida das pessoas através de soluções inovadoras e úteis. Desta forma, a empresa oferece mundialmente "Tecnologia para a Vida". O Grupo Bosch é composto pela Robert Bosch GmbH e cerca de 450 subsidiárias e empresas regionais presentes em aproximadamente 60 países. Incluindo os representantes de vendas e serviços, a rede mundial de desenvolvimento, produção e distribuição da Bosch está presente em quase todos os países. A sua força inovadora é a base para a continuidade do crescimento da empresa. Em cerca de 120 localizações em todo o mundo, a Bosch empresa 59.000 colaboradores em investigação e desenvolvimento.

A empresa foi fundada em Estugarda no ano de 1886 por Robert Bosch (1861-1942) como uma “oficina de mecânica de precisão e eletricidade”. A estrutura acionista da Robert Bosch GmbH garante a autonomia empresarial do Grupo Bosch, tornando possível o planeamento a longo prazo e a realização de investimentos significativos para salvaguarda do seu futuro. 92 por cento das ações da Robert Bosch GmbH são detidas pela Fundação Robert Bosch, uma fundação beneficente. A maioria dos direitos de voto é detida pela Robert Bosch Industrieltreuhand KG, uma trust industrial a quem está cometida a gestão dos ativos empresariais. As restantes ações são detidas pela família Bosch e pela Robert Bosch GmbH.

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